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Peça espírita brasileira se apresentou pela primeira vez nos Estados Unidos e o ator Victor Meirelles nos conta como foi!

Enviado em 30 de maio de 2016 às 16:08 | Publicado por Equipe Rádio Rio de Janeiro

No dia 16 de abril de 2016, a peça teatral brasileira espírita Encontros (Im)Possíveis fez história ao atravessar fronteiras, chegando aos palcos de Nova York, Estado Unidos. A obra é assinada por Rodrigo Fonseca e dirigida por Gustavo Gemini. No elenco, os atores Renato Prieto e Victor Meirelles encenam sobre o jornalista Adão que, em fim de carreira, recebe em seu apartamento diferentes e admiráveis personalidades, queridas pelo mundo todo. Contudo, elas trazem algo em comum: todas as personalidades já partiram para o plano espiritual.

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Renato Prieto e Victor Meirelles

 

Quem vai nos falar sobre essa experiência e a repercussão do evento é o ator Victor Meirelles, que também apresenta o programa Rio Cultural, transmitido todos os sábados, às 12h, pela Rádio Rio de Janeiro.

RRJ: Victor, conte como foi a experiência e como surgiu essa oportunidade?

Victor: Digo sempre que “estar no palco é estar vivo, vivendo o teatro que pulsa dentro de mim e me mantém humano, vivente…” e quando falo de palco, é qualquer espaço físico, que possamos manter viva a arte do teatro. Mas para um “jovem” (o que acredito, ser meu estado de espírito) como eu, nascido e criado em uma comunidade do Rio de Janeiro, pisar no Estados Unidos, representando o teatro brasileiro e ser o primeiro a apresentar um espetáculo na Broadway em português; é primeiramente mostra que sonhos e ideias podem ser tornar real, com muito trabalho, esforço, doação e dedicação. Diria que para mim a emoção foi como ganhar o Oscar, o Emmy, o Molière ou outro prêmio importante no mundo. A experiência de ter ido a outro país é ver que todos somos humanos, com pequenas belezas ou peculiaridades culturais. Tive a oportunidade de conhecer colegas de profissão dos Estados Unidos, participar de oficinas, debates e conhecer a Broadway, o complexo Lincoln Center de Art e a Juilliard Art School. Foi encontrar algo que só tinha visto através da literatura, ali na minha frente. Parecia uma criança ganhando seu primeiro carrinho.

A oportunidade surgiu, através de um grupo americano, que viu nosso espetáculo no Teatro Leblon no Rio em 2013 e em São Paulo (2014).

RRJ: E a reação do público? Tanto da mensagem da peça, quanto por estar diante dessa novidade nos palcos da Broadway?

Victor: Foi uma catarse de emoções, lágrimas, reflexões, risos frouxos e ao fim as palavras “Congratulations, very good performance…”.  Para eles uma novidade mesmo, um espetáculo que misturava arte, espiritualidade e tecnologia, brasileiro na Broadway e, para ser mais ousado, em português. A resposta para a mensagem e para a novidade foi os aplausos de pé de todo o público.

RRJ: Há quanto tempo vocês estão em cartaz com essa peça?

Victor: Estamos em cartaz desde maio de 2013. Já foram mais de 400 apresentações, em mais de 10 capitais, e com um público estimado de mais de 200 mil pessoas.

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RRJ: Acredita que o sucesso da peça é resultado de um maior interesse das pessoas sobre a espiritualidade?

Victor: Acredito que o sucesso da peça está em vários pontos, a temática espírita é um deles, mas ouso dizer que é o conjunto que o faz ser este best: atores, texto, direção, tecnologia empregada e a forma bem humorada e leve de falar de um assunto que faz parte de nossa trajetória que é a morte, o desencarne. E o objetivo é levar a reflexão, aqueles que ainda não conhecem o espiritismo e possam ver que a espiritualidade faz parte de nosso cotidiano, e quanto mais próximo estiver da Doutrina, mais base terá para o caminhar para a evolução. Para os espíritas, é a oportunidade de ter o contato com a literatura e os ensinamento ali no palco, vivo através do teatro.

RRJ: Você, além de ator, também está com um programa semanal na Rádio Rio de Janeiro, o Rio Cultural. O que está preparando para o programa neste ano de 2016?

Victor: O Rio Cultural é um filho que, em julho deste ano, faz 8 anos. É um espaço de encontro, diálogo e divulgação da cultura, e, por minha paixão, mais focado na arte e educação. Neste ano, além da novidade de estar indo ao ar todo o sábado as 12h, sempre preparo junto a produção o Grupo Arte Faz Parte pauta divertidas e edificantes. Para os ouvintes terem um momento de informação, reflexão e distração no seu fim de semana.

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