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Número de adoção de pets cresce nos Estados Unidos por conta do isolamento social

Festival registra o aumento de bichos adotivos em meio à pandemia da Covid-19

Pets não transmitem COVID-19.
Pets não transmitem COVID-19. | Foto: Reprodução Internet

 

Acho que já foi citado por aqui que o cão é o melhor amigo do homem – até mesmo da família inteira. Esse clichê ganhou mais força em tempos de isolamento social, para evitar a proliferação da Covid-19. Neste momento em que as pessoas infectadas têm que abdicar da convivência com os entes queridos, cresce a importância de se ter uma companhia – seja canina ou felina – para levar esse distanciamento forçado de forma positiva. Por aqui, os especialistas afirmam que essa quarentena ainda é menor na comparação com potência, como os Estados Unidos, onde o número de cidadãos afetados cresce diariamente.

Veja também: UBER leva cães a espera de adoção até a casa de possíveis tutores

 

Acima do Esperado

Para se ter uma ideia, um evento organizado no estado norte-americano de Marylnd tinha a intenção de localizar um abrigo para 15 cães. No entanto, os organizadores foram surpreendidos com o fantástico número de 30 adoções em apenas três horas. Muitos afirmam que finalmente têm tempo para treinar e cuidar adequadamente de um pet. Enquanto isso, ONGs e equipes de resgate nos EUA dizem observar um interesse crescente na adoção e proteção de animais de estimação.

Só na Califórnia, onde 40 milhões de moradores foram intimados para ficar em suas residências, o governador Gavin Newsom destacou que eles ainda têm o direito de passear com seu cãozinho.

O presidente e diretor executivo da Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra Animais, Matt Bershadker, exaltou a importância dos animais neste momento de resiliência.

“Não há dúvida de que os animais oferecem conforto e companhia incríveis, especialmente em tempos de crise, por isso encorajamos as pessoas a continuarem adotando ou adotando temporariamente os animais necessitados”, ressalta o diretor.

 

Os bichanos e a Covid-19

Neste momento em que muitas são as perguntas e poucas são as respostas sobre a proliferação da doença, é importante destacar que ainda não há disseminação do vírus pelos pets, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a entidade, os estudos continuam sendo realizados para entender como o organismo de diferentes animais pode reagir ao coronavírus. A organização monitora essas pesquisas.

Mesmo para humanos saudáveis, as autoridades de saúde recomendam medidas básicas de higiene ao manusear e cuidar de animais – em todas as situações, não só durante a pandemia de coronavírus. Isso inclui lavar as mãos antes e depois de tocar nos animais, alimentos, suas fezes ou urina. Além disso, o tutor deve evitar beijar, lamber ou compartilhar alimentos com seus pets.

A orientação de veterinários é que, para passeios com animais de estimação, locais com aglomerações, como parques lotados, por exemplo, sejam evitados. O ideal é que o contato entre tutores seja o menor possível para evitar a transmissão do vírus entre humanos.

Por enquanto, existe apenas um único registro conhecido de um cão que testou positivo para Covid-19 após ter contato com seus donos doentes em Hong Kong.

Segundo a Organização Mundial da Saúde Animal, o teste mostrou a presença de material genético do coronavírus, mas o animal não apresentava sinais clínicos da doença. As autoridades reforçaram que esse caso não é suficiente para afirmar que cachorros – ou outros animais de estimação – fiquem doentes ou tenham papel significativo na disseminação do vírus.

 

Redação por Adriano Dias

02/04/2020 – 14h35

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