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Pesquisadora brasileira desenvolve novo tratamento para câncer de ovário

A mineira Carolina Gonçalves Oliveira e sua equipe desenvolveram um composto à base de paládio.

O câncer de ovário é o segundo mais comum.
O câncer de ovário é o segundo mais comum. | Foto: Reprodução Internet

 

Hoje, 4 de fevereiro, é o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A data foi estabelecida em 2000 pela União Internacional Contra o Câncer (UICC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), para aumentar a conscientização sobre a doença e estimular a preservação. Além de informar, a data também tem como objetivo influenciar os órgãos governamentais e indivíduos para que se mobilizem pelo controle da doença.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, o câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero. O risco para a doença aumenta com o avanço da idade e em mulheres com infertilidade. Mulheres que nunca tiveram filhos também estão nessa categoria. Por outro lado, as que tiveram vários filhos tem o risco reduzido.

 

Esperança no tratamento

A pesquisadora Carolina Gonçalves Oliveira, professora do Instituto de Química da Universidade Federal de Uberlândia, descobriu um remédio mais eficiente contra o câncer de ovário do que o usado atualmente na quimioterapia. Em uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo, em São Carlos, Carolina e seus colegas desenvolveram um composto à base de paládio, capaz de combater células de tumor de ovário sem afetar o tecido saudável.

Esse é um problema recorrente que acontece com a cisplatina, utilizada atualmente no tratamento contra o câncer de ovário. Para colocar o uso dessa substância em prática no tratamento do câncer, foi preciso desenvolver moléculas mais estáveis contendo o metal. Depois de testar algumas combinações, a professora identificou duas com efeito de estabilização.

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Primeiros testes

Após a fase de descobertas, Carolina engatou nos testes. E os resultados foram promissores. A equipe chegou a conclusão de que 70% do complexo atravessa a membrana celular em apenas um dia. Eles também concluíram que o complexo 1 tem ação quase três vezes superior contra as células tumorais resistentes à cisplatina, que atua diretamente no DNA, causando mudanças estruturais no material genético que impedem a célula tumoral de copiá-lo.

Esses foram os primeiros testes. Agora, os pesquisadores querem desenvolver versões ainda mais eficientes da substância. O objetivo é obter uma molécula que possa ser testada em animais com grande chance de sucesso. E após essa nova fase, o medicamento poderá ser testado em humanos.

 

Você sabia?

Para você que está se perguntando como identificar os primeiros sintomas, aí vão algumas dicas: com o crescimento do tumor, a mulher pode sentir pressão, dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas; náusea, indigestão, gases, prisão de ventre ou diarreia e cansaço constante. Lembrando que na fase inicial, o câncer de ovário não causa sintomas específicos. Por isso é tão importante ficar atenta aos fatores de risco, manter o peso corporal saudável e consultar regularmente um profissional, principalmente a partir dos 50 anos.

Outro fator que pode confundir é o exame preventivo ginecológico, conhecido como Papanicolaou. Ele não detecta o câncer de ovário, já que é específico para verificar o câncer do colo do útero.

Atenção: As informações presentes neste post não substitui a consulta médica. Procure sempre uma avaliação profissional.

 

Redação por Lohrrany Alvim

04/02/2020 – 16h27

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