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Brasileiros criam biomaterial que pode regenerar ossos

Equipe da Unicamp que desenvolveu o material | Foto: Descrição

 

Já vimos por aqui muitos feitos de brasileiros como, por exemplo, os estudantes de Goiânia que criaram um sistema de alerta sobre alagamentos e pesquisadores que desenvolveram uma fórmula para combater o mosquito da dengue com partícula de amido de milho e óleo de tomilho. E agora temos mais uma inovação brasileira para esta lista!

Uma pesquisa da Universidade de Campinas, em São Paulo, conseguiu produzir um novo biomaterial para ajudar na regeneração de ossos humanos. O estudo foi realizado conjuntamente entre a Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp, o Laboratório de Ciência e Tecnologia de Polímeros (área das engenharias) e o Laboratório de Biotecnologia (área da saúde).

Eles conseguiram produzir e avaliar o grau de toxicidade de um novo biomaterial que apresentou resultados promissores para futuras aplicações na regeneração de tecidos ósseos. O desenvolvimento foi publicado na revista Journal of Applied Polymer Science.

Segundo a equipe, este é apenas o primeiro passo, uma vez que a investigação científica exige mais investimentos para novos testes, inclusive em animais e humanos, até que o produto possa chegar ao mercado.

 

A pesquisa

Trata-se de uma nova membrana de poliuretano que não apresentou nível tóxico em contato com osteoblastos in vitro, ou seja, tem boa interação com células envolvidas na formação dos ossos do corpo humano.

A membrana é uma camada fina de tecido que recobre uma superfície, forra uma cavidade, divide um espaço ou órgão ou une estruturas adjacentes. Neste caso, é um tipo de rede muito fina, estruturada para permanecer temporariamente no corpo. O biomaterial dá suporte para o crescimento de novas células até a completa regeneração do tecido e vai se degradando ao longo do processo, até desaparecer completamente.

Biomateriais são desenvolvidos em laboratórios e comumente utilizados na área da saúde para substituir tecidos ou órgãos do corpo humano que tenham perdido suas funções. Atualmente, os mais comuns são os polímeros e os metálicos, já que também são capazes de estimular a regeneração de um tecido danificado.

 

Veja também: Estudantes brasileiros criam sistema que alerta sobre alagamentos

 

Início do projeto

O estudo começou no ‘cafezinho’ da faculdade. Foi nesse lugar muito frequentado pelos estudantes na hora de descanso entre uma aula e outra que Laís Pellizzer Gabriel, docente de Engenharia de Manufatura e Augusto Ducati Luchessi, professor da disciplina de Biologia Celular e Molecular, se conheceram e começaram as conversas que resultaram no início da parceria para a pesquisa.

“O momento do café serve para espairecer um pouco das horas seguidas de forte concentração no laboratório e normalmente é quando os encontros e diálogos acontecem e as novas ideias surgem. Foi assim que aconteceu conosco”, declara Laís.

Durante dois anos, os professores pesquisadores trabalharam em conjunto na elaboração do projeto de pesquisa. Segundo eles, a avaliação da toxicidade é a primeira e mais importante análise a ser feita quando se tem um novo biomaterial e que há vários parâmetros para determiná-la corretamente, muitos dos quais desconhecidos por especialistas em engenharia de materiais.

 

Redação por Lohrranny Alvim

11/01/2020 – 09h13

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