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Cabine criada no Brasil protege profissionais da saúde do coronavírus

O equipamento promete ainda reduzir período de internação de pacientes que apresentam dificuldades respiratórias.

Cápsula de ventilação não invasivas.
Cápsula de ventilação não invasiva. | Foto: Divulgação Facebook

 

Estamos sempre reforçando que o pouco que você faz pode significar muito para outras pessoas. E é nesse momento tão delicado de pandemia que devemos nos unir e ajudar o próximo com ideias e solidariedade. Mas dessa vez estamos falando de uma grande iniciativa que, além de importante, é barata e de fácil acesso.

 

Cápsulas contra contaminação

Uma espécie de cabine feita com materiais simples e fáceis de encontrar pode ajudar a proteger profissionais da saúde que trabalham na linha de frente contra o coronavírus no Brasil. As “cápsulas de ventilação não invasivas”, como são chamadas, foram desenvolvidas pelo Instituto Transire, da Zona Franca de Manaus, no Amazonas.

“Essa estrutura viabiliza o monitoramento, alimentação, medicação do paciente sem o contato direto da equipe médica, reduzindo drasticamente a chance de contágio e ajudando no controle do combate à covid-19 com mais segurança”, segundo comunicado presente no site da empresa.

O projeto vem sendo aprimorado e a terceira versão do equipamento, com uma espécie de filtro que limpa o ar dentro da cápsula e o devolve ao ambiente sem o vírus, já foi anunciada. Essa é a primeira medida utilizada em pacientes com dificuldade respiratória. E caso o método da cabine não funcione, o paciente passa para o entubamento (ventilação endotraqueal).

De acordo com a Samel, rede de hospitais que oferece serviços de planos de saúde para toda população de Manaus, a cabine ajuda a reduzir para 5 dias o tempo de internação dos pacientes com dificuldades respiratórias. Esse processo geralmente dura 15 dias – em média. Um acordo com o governo do Amazonas deve levar as estruturas para a rede pública.

 

Fácil acesso

Como falamos, os materiais utilizados são simples. As cabines são feitas com estrutura de PVC e uma película de vinil transparente para reduzir riscos de contágio. E o mais legal é que, de acordo com o Instituto Transire, a ideia do projeto era criar uma cabine barata, eficiente e de fácil utilização que pudesse ser copiada por qualquer hospital do país. E para que isso aconteça, no site da instituição você encontra as instruções ensinando como fazer o equipamento. Bem legal, né?! É só clicar aqui.

 

Criações pelo país

Mais uma notícia boa e barata! O respirador pulmonar criado em apenas 48 horas pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) teve a licença liberada para produção por empresas. O valor de custo do equipamento é de R$ 400. Se você achou o valor baixo para o significado do produto, acertou! Isso significa que ele é 37 vezes mais barato do que o disponível no mercado.

Para conseguir permissão para produzir o respirador é simples: basta a empresa interessada mandar um e-mail para a Agência UFPB de Inovação Tecnológica (INOVA-UFPB) – inova@reitoria.ufpb.br.

 

Lembrando que as empresas precisam ter autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produzir o aparelho. Antes de colocar em prática, ele terá que passar por testes pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Devido ao cenário atual de pandemia pelo novo coronavírus, as tramitações burocráticas e os testes poderão ser acelerados por conta da urgência.

Veja também: Brasil autoriza tratamento com sangue de quem se curou da doença

 

Redação por: Lohrrany Avim

19/04/2020 – 09h57

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