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Estudo aponta que caminhar nos faz mais felizes e inteligentes

O neurocientista Shane O’Mara afirma que durante as caminhadas assimilamos melhor informações.

Caminhar auxilia no crescimento da felicidade e da inteligência.
Caminhar auxilia no crescimento da felicidade e da inteligência. | Foto: Reprodução Internet

 

 

O que te faz feliz? Qual atividade te proporciona mais prazer? Se você gosta de praticar uma atividade física em algum momento do dia, saiba que é uma exceção. De acordo com o mais recente levantamento feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a maioria dos brasileiros não realiza exercício, consequentemente levando uma vida sedentária.

Apenas três em cada dez adultos praticam algum exercício físico de forma regular no Brasil. E com o sedentarismo, doenças cardiovasculares, falta de disposição e cansaço podem aparecer. Com você pode imaginar, praticar algum esporte ou atividade física traz inúmeros benefícios para as nossas vidas.

 

Pessoas felizes e inteligentes caminham

Segundo o neurocientista irlandês Shane O’Mara, caminhar pode nos fazer mais felizes e nos deixar mais inteligentes. Os estudos mostram que isso ocorre porque o cérebro é estimulado, ativando as funções sensoriais, que são melhoradas quando exploramos o mundo ao nosso redor. Em seu livro “In Praise of Walking” (“Em louvor à caminhada”, em livre tradução), O’Mara explica que nosso cérebro evoluiu para funcionar em movimento.

“Nosso sistema sensorial funciona em sua máxima potência quando estamos nos movendo pelo mundo”, resume o neurocientista.

Para chegar ao resultado, o especialista analisou uma série de artigos que acompanharam pessoas durante 20 anos, fazendo uma comparação entre o quanto elas se movimentavam e a saúde do cérebro, o humor e a inteligência. A partir daí, O’Mara concluiu que as pessoas mais ativas sofriam mudanças de personalidade menos frequentes, com traços comportamentais mais positivos. Isso significa que o indivíduo ficava mais aberto, extrovertido e simpático. Já o outro grupo, com as pessoas que caminhavam menos, tinha mais sintomas de depressão e queda da produtividade.

O estudo do neurocientista também fala sobre criatividade. Pessoas que caminham tendem a ser mais criativas, uma vez que estimula as células cerebrais. Segundo ele, a circulação sanguínea elevada pelo movimento pode indicar que, quando estamos andando, assimilamos aprendizados com maior aptidão. E com esse estudo podemos concluir que o melhor a ser feito é tirar alguns dias para trocar o carro pelos próprios pés, praticar uma atividade física e deixar a preguiça de lado. Seu cérebro agradece!

 

Ouvir música alegre melhora criatividade

E se você é o tipo de pessoa que prefere ouvir as músicas tristes, é melhor repensar. Você sabia que pessoas que ouvem músicas alegres se destacam mais em testes? Pois é! Um estudo holandês mostra que é possível curar o bloqueio criativo com músicas “pra cima”.

A pesquisa foi feita pela Universidade Radboud, na Holanda, com 155 voluntários na faixa dos vinte anos. Eles tiveram que resolver problemas ao som de várias músicas eruditas, que foram classificadas como alegres, tristes, calmas e com o poder de despertar ansiedade.

Após os pesquisadores darem início às canções, os voluntários tiveram que solucionar problemas seguindo uma de duas linhas de raciocínio: o pensamento convergente e o pensamento divergente.

Para quem não sabe, o pensamento convergente é quando a pessoa concentra sua atenção em chegar à melhor solução para um problema com os recursos disponíveis. Já o pensamento divergente é ao contrário, quando a pessoa consegue encontrar um grande número de aplicações a um objeto que, inicialmente, só teria uma.

Os pesquisadores concluíram que nenhuma forma de música é capaz de melhorar o desempenho em testes de pensamento convergente. Já a pontuação média dos participantes que fizeram o teste de pensamento divergente, buscando diversas soluções para o problema enquanto ouviam músicas classificadas como felizes pelos pesquisadores, foi de 76 a 94.

E para quem está curioso em relação a trilha sonora escolhida pelos pesquisadores, “As Quatro Estações”, de Vivaldi, foi uma das canções usadas nos testes.

 

Redação por Lohrrany Alvim

25/02/2020 – 15h57

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