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Movimento estimula contratação de estudantes universitários

Por: Adriano Dias
12/12/2020 – 12h35
Projeto busca juntar universidades de todo o Brasil de empresas e organizações da sociedade civil e do governo em prol da oferta de vagas de trabalho. (Foto reprodução Internet)

 

“Qual sua experiência na área?”, “Onde você já atuou?”, “Por que eu devo te contratar?”. Perguntas como essas deixam qualquer entrevistado na ponta dos nervos para não falhar. Este fenômeno parece se multiplicar quando se trata de um estudante universitário em busca de uma oportunidade de estágio no setor que está aprendendo. Esta bagagem — ou falta de — impede que muitos jovens ingressem no mercado de trabalho.

Diante desta situação, uma iniciativa busca mobilizar um grupo de lideranças de Instituições de Ensino Superior privadas do Brasil para lançar o Movimento #ContrateUniversitários. O projeto foi criado pela UNISUAM, em parceria com a Workalove, com a intenção de aproximar universidades de todo o Brasil de empresas e organizações da sociedade civil e do governo em prol da oferta de vagas de trabalho e oportunidades de empreendedorismo, que permitam aos universitários encontrarem novas fontes de renda para concluírem os seus estudos. A trabalhabilidade garante, não só a formação, como também a cidadania do estudante.

 

Inspiração

Esse é um movimento inspirado no modelo da Tríplice Hélice, que foca a Universidade como fonte de inovação e empreendedorismo. Nesse modelo, a universidade assume um caráter que vai além do Ensino e da Pesquisa e se configura como promotora do desenvolvimento socioeconômico do país.

Segundo os especialistas, a inovação, desenvolvida pelos professores Henry Etzkowitz (Reino Unido) e Loet Leydesdorff (Holanda), é compreendida como resultante de um processo complexo e dinâmico de experiências nas relações entre ciência, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento nas universidades, nas empresas e nos governos, em uma espiral de “transições sem fim”.

 

Mudanças causadas pela pandemia

O movimento surge no momento em que os universitários estão sendo desafiados a mudar sua rotina em virtude da pandemia de Covid-19. Um recente estudo feito por uma consultoria mostrou que a crise sanitária fez com que a pressão financeira aumentasse um pouco mais entres os estudantes.

Divulgado pela Revista Galileu e produzido pelo site Companhia de Estágios, o estudo foi feito com 5.155 respondentes — 73% deles estudantes de universidades privadas e 27% de instituições públicas. A pesquisa apontou que o número de estudantes buscando emprego para ajudar no orçamento familiar cresceu de 17% em 2019 para 20% em 2020. Além disso, 75% deles afirmam contribuir de alguma forma com as despesas domésticas — deste total, 35% pagam ao menos uma conta; 27% racham as despesas com os pais; 7% são os principais responsáveis pela casa; e 6% contribuem com a maior parte das contas.

Para piorar, o número de jovens estagiários caiu de 12,5% em 2019 para 10,4% em 2020. Segundo o relatório, este foi o menor patamar desde 2016. Além disso, 49% dos candidatos a uma vaga de estágio não se sentem preparados para o mercado de trabalho formal. Para 62%, o pior efeito da crise ainda é a falta de oportunidades. Dados como estes mostram que movimentos como o #ContrateUniversitários são importantes para estimular os jovens a ingressarem no Ensino Superior e, ao longo prazo, conseguir um upgrade na carreira e ajudar no desenvolvimento educacional do nosso país nesse cenário pós-pandemia.

Veja também: Relatório mostra que esperança de vida do brasileiro aumentou 31 anos desde 1940

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