Blog

Pesquisadores brasileiros descobrem como estabilizar a asma alérgica

Após testes em animais, os próximos passos são os estudos em humanos.

Asma alérgica atinge principalmente crianças.
A asma alérgica atinge principalmente crianças. | Foto: Reprodução Internet

 

Você sofre de asma alérgica? Talvez você não saiba a diferença entre a asma comum e asma alérgica. Quando a doença é desencadeada por um alérgeno é chamada de asma induzida por alergia, popularmente conhecida como asma alérgica. É o tipo mais comum da asma, atingindo principalmente crianças.

Para entender melhor, você precisa saber que alérgenos são substâncias que desencadeiam uma reação alérgica no nosso corpo ao serem engolidos, injetados, tocados ou apenas inalados. E para você que não consegue identificar pelo nome, alérgenos são muito comuns. Entre os mais conhecidos estão pólen, mofo e ácaros.

Sendo assim, a asma alérgica ocorre porque nosso corpo identifica o alérgeno como uma substância potencialmente hostil. Para se defender, ele produz uma substância chamada imunoglobulina E (ou IgE). Essa substância em excesso pode provocar uma inflamação nas vias aéreas, podendo complicar a doença ou levando a uma crise.

Lembrando que nem toda asma é alérgica. A asma comum é mais frequente em adultos do que em crianças.

 

Esperança para os asmáticos

Mas se você sofre desse mal, aqui vai uma ótima notícia. Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP conseguiram bloquear o avanço da asma alérgica em cobaias. O grupo é coordenado pelo professor João Santana da Silva. A ideia do estudo surgiu com experimentos realizados no laboratório da FMRP.

De acordo a Fapesp, órgão que financia o estudo do novo medicamento, para chegar ao resultado, o grupo aumentou a quantidade de uma determinada proteína. Isso fez com que os linfócitos fossem bloqueados, impedindo a progressão da doença. Linfócitos são os responsáveis pela produção de citocina, que estimula o avanço. Depois de testes em camundongos, o próximo passo é transformar a pesquisa em uma vacina para humanos.

Veja também: Indústria vai testar primeira vacina contra HIV

 

Investimento no medicamento

Os pesquisadores também estão em busca de investidores que queiram aplicar US$ 5 milhões na criação de uma empresa que vai estudar, produzir e comercializar medicamentos para diversas doenças, incluindo a asma.

 

Exercícios físicos

Ainda não foi descoberta a cura para a asma, mas com o tratamento adequado os sintomas melhoram e o paciente pode ter uma vida normal.  Pesquisas  e possíveis tratamentos para a doença, desenvolvidas desde 2007, mostram que exercícios físicos regulares são essenciais para o tratamento de pacientes asmáticos.

Os estudos foram elaborados pelo professor Celso Fernandes Ricardo de Carvalho, do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

“Em qualquer tipo de doença (Alzheimer, Parkinson, esclerose, entre muitas outras) o exercício físico tem um papel fundamental no tratamento dos pacientes. Infelizmente ele é um fator subestimado pelas pessoas”, analisa o professor.

Os primeiros testes indicaram que pacientes que se exercitavam regularmente desde a infância tinham seus sintomas diminuídos significativamente. Para esta análise, foram feitos testes em animais que confirmaram a viabilidade de exercícios físicos como um tratamento para asma.

Só depois de testes em animais foi possível elaborar intervenções experimentais para pessoas com a doença. O recurso funcionou no tratamento em crianças e adultos, com pesos diferentes. A pesquisa foi publicada pelo American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, conceituada revista da área respiratória.

Veja também: Israel cria spray que substitui curativos para queimaduras e feridas

 

Redação por Lohrrany Alvim

20/02/2020 – 10h45

> Voltar

© Copyright 2018 - Rádio Rio de Janeiro

Tsuru Agência Digital
Desenvolvido pela