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Projeto social amplia estudos e transforma vida de pessoas de baixa renda no Paraná

O projeto Bom Aluno ainda tem sedes em Curitiba, Londrina, Bahia, Belo Horizonte e Espírito Santo.

 

Incentivo à educação. Há 25 anos, essa é a principal missão do projeto social Bom Aluno Curitiba, que não mede esforços para ajudar quem precisa desde o ensino básico até a universidade. Atualmente, o Bom Aluno conta com 200 estudantes em formação na capital, sendo que 80 já estão na universidade. O projeto também atua em Londrina, na região norte do Paraná, na Bahia, Belo Horizonte e Espírito Santo. Cada sede tem a sua forma própria de arrecadar recursos financeiros. Em Curitiba, o projeto é mantido através de alguns patrocinadores e voluntários.

Ana Carolina Azevedo, de 21 anos, disse que o projeto transformou a vida dela. Ela entrou no Bom Aluno em 2011, quando estava na sétima série na escola. Atualmente, a jovem estuda medicina e ainda recebe ajuda do programa para bancar alguns gastos. Ela também atua como voluntária para ajudar outros estudantes com o mesmo sonho.

“Eu estudava em um colégio público pequeno do meu bairro e graças à diretora da escola, que decidiu me inscrever no processo seletivo do Bom Aluno, eu consegui entrar”, contou a estudante.

Ana também lembrou que logo no início tinha aulas de desenvolvimento pessoal e acompanhamento acadêmico, mas depois teve aulas de nivelamento de português e matemática na tentativa de entrar em uma escola particular. Deu certo! Ela conseguiu uma bolsa de 100% para estudar no Colégio Santa Maria, na capital paranaense.

“Além de não ter que pagar a mensalidade, o projeto me auxiliava com o material, uniforme, vale-refeição e vale-transporte”, contou a estudante.

As aulas de relaxamento, preparação para o vestibular e testes vocacionais foram essenciais no período do terceirão, segundo ela. Com tanta dedicação, o resultado não poderia ser outro. Ana passou no vestibular em enfermagem na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e em outras duas universidades. Como tinha 100% de bolsa através do Programa Universidade para Todos (Prouni), ela optou por fazer medicina, que é o curso que ela sempre sonhou, na Faculdade Pequeno Príncipe.

“Hoje eu ainda recebo ajuda com livros, materiais e cursos para ajudar com a minha formação, além de vale-refeição. São quase oito anos de muitas oportunidades que o projeto Bom Aluno me proporcionou, mudou minha vida completamente e eu carrego isso como uma raiz dos meus valores pessoais também”, comemorou a estudante Ana.

A iniciativa, segundo a analista de comunicação Eid Neiva da Silva, partiu de dois empresários que, à época, estavam bem estabelecidos e queriam oferecer a mesma oportunidade de crescimento a outras pessoas.

Os estudantes que participam do Bom Aluno intensificam os estudos no contraturno das atividades escolares.

“As crianças entram aqui a partir do sétimo ano e são acompanhadas até o final da faculdade. Então, o processo em que elas participam aqui com a gente dura aproximadamente 12 anos”, explicou Eid.

Para que o aluno possa permanecer no projeto, é preciso, conforme Eid, ter notas acima de 7, frequência de 90% e apresentar ainda uma boa conduta de comportamento.

“Ou seja, ter a vontade de se formar na faculdade e fazer a diferença na sociedade”, detalhou Eid. Veja abaixo como funciona o processo seletivo.

As aulas envolvem inglês, acompanhamento pedagógico, psicológico, informática, atividades de desenvolvimento pessoal e profissional, além de outras. Além disso, entre o 8º e o 9º ano, o aluno tem a oportunidade de concorrer a uma bolsa para estudar em uma escola particular.

“Nós temos parceiros que dão bolsa de 100%”, destacou a analista de comunicação.

O apoio dos padrinhos

Os custos são mantidos graças aos patrocinadores do projeto. Ana, por exemplo, tem um padrinho, o Geovani Oliveira de Souza. Ele também já passou pelo Bom Aluno em 1996 e se formou em Engenharia Mecânica, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Para Geovani, a satisfação em ajudar outras pessoas a conseguir realizar o sonho, como ele conseguiu, não tem preço.

“Este é o conceito do programa: transformar minha vida, a vida da minha família e depois proporcionar a mesma possibilidade a outra pessoa”, contou.

Ele disse ainda que uma das formas mais importantes de transformação social é o investimento na educação.

“Com a educação, você consegue transformar não só a pessoa, mas toda a sua família e também sua geração futura”, ressaltou.

Redação por Fernando Ferreira

13/09/2019 – 09h37

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