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Remédio contra Alzheimer pode chegar ao Brasil em 2022

Por: Lohrrany Alvim
17/12/2020 – 11h45
Será o primeiro tratamento para o mal em décadas e com expectativa de retardar sua progressão.(Foto reprodução Internet)

 

Enquanto diversas empresas se concentram na aprovação de imunizantes contra a Covid-19, a multinacional americana Biogen tem outro foco: colocar no mercado mundial, o quanto antes, um remédio contra o Alzheimer. A FDA, agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, avaliou que o “aducanumabe” apresentou evidências “excepcionalmente persuasivas”.

A expectativa é pela aprovação do remédio em março de 2021. Quando questionada sobre a disponibilização do medicamento para o Brasil, a companhia não quis se comprometer com prazos para a entrega. No entanto, levando em consideração os trâmites normais do processo, que costuma demorar de 12 a 15 meses, tudo indica que ele poderá estar disponível até o fim do primeiro semestre de 2022.

Se tudo caminhar como o esperado, este será o primeiro tratamento para o mal de Alzheimer em décadas e o primeiro com expectativa de retardar sua progressão. Segundo a empresa, quando a medicação for aprovada, deverá haver mais entusiasmo e mais investimentos no segmento.

 

Liberação do medicamento

Fraser Hall, executivo escocês responsável pelos escritórios de México, Colômbia, Brasil, Argentina e Chile, acompanha também a distribuição dos medicamentos da Biogen em outros países das Américas Latina e Central. Ele ressalta que algumas nações só fazem a liberação de novos medicamentos quando outros reguladores já o fizeram, enquanto outras têm um processo independente.

“O Brasil, por exemplo, não depende de nenhum outro país. A Anvisa revisa as informações disponíveis (para tomar sua decisão)”, comparou Hall.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária costuma ter dois processos: um considerado mais rápido, que costuma levar em torno de nove meses, e outro considerado normal, que dura em torno de 12 meses, além de mais cerca de três meses de avaliação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

 

Sobre a doença

O Alzheimer é a perda de neurônios relacionados à memória e ao aprendizado, considerado um dos tipos mais frequentes de demência. Trata-se de uma doença progressiva e que ainda não tem cura. O Ministério da Saúde estima que exista 1,2 milhão de casos no Brasil, a maioria ainda sem diagnóstico. No mundo, são mais de 35 milhões de pessoas já identificadas com a doença.

 

Projeto recupera memórias perdidas

Ainda sobre o assunto, o projeto Revivendo Memórias, do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), em parceria com o Museu do Futebol, está convocando novamente todos os craques e suas conquistas no futebol para ajudar idosos a relembrar momentos importantes.

Pioneiro no Brasil, o projeto tem ações para estimular pacientes com Alzheimer a lembrarem de momentos vividos na infância e juventude, usando o futebol como ponto de partida. Segundo Leonel Takada, neurologista do HC-SP e um dos responsáveis pelo projeto, “o futebol foi escolhido como gatilho para aguçar as lembranças dos idosos por ser uma paixão nacional que pode despertar o interesse das pessoas que têm memórias ligadas a jogadores, campeonatos e até das copas”.

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