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Nova criação tecnológica faz tetraplégico andar novamente na França

Através de um exoesqueleto, o paciente consegue ativar o controle corporal.

Nova tecnologia pode levar à melhora da qualidade de vida dos pacientes.
Tecnologia pode levar à melhora da qualidade de vida dos pacientes. | Foto: Reprodução Internet

 

Estamos caminhando para a segunda década do século XXI e alguns avanços que a tecnologia nos presenteia podem ser observados notoriamente. Estas novidades estão cada vez mais presentes, não apenas nos smartphones, nas realidades virtuais ou no carro que dirige sem a presença de um motorista.

A medicina vem bebendo bastante desta fonte, apresentando melhorias à saúde humana.  Uma dessas novidades pode representar a esperança daqueles que juravam que iam seguir na mesma rotina.

 

A biotecnologia e mais um caso de sucesso

Imagina ficar impossibilitado de mexer os braços e as pernas durante quatro anos? Pois é, esse foi o tempo que um homem, identificado apenas como Thibault, teve que encarar até ser “presenteado” com o exoesqueleto. Agora, nas palavras do gratificado, ele se sente como se estivesse pisando na lua pela primeira vez.

A tecnologia só tem sido usada dentro do laboratório, ainda que seus movimentos estejam longe da perfeição. No entanto, o grupo de pesquisadores franceses da Clinatec, empresa responsável pelo avanço científico, afirmou que essa abordagem pode levar à melhora da qualidade de vida dos pacientes para apenas um dia.

Thibault foi submetido a uma cirurgia onde foram implantados duas camadas na superfície de seu cérebro, cobrindo parte dos órgãos que controlam o movimento.

Para a leitura de uma atividade cerebral ser feita com sucesso, foi necessária a implantação de 64 eletrodos que direcionam as instruções para um computador colocado próximo da pessoa.

Com isso, se torna possível transformar um simples ato de pensar em andar em disparo de uma série de instruções que levam o aparelho a mover as pernas. Reciprocamente, este mesmo aparelho permite que o paciente controle seus braços, com movimentos nas três dimensões espaciais.

Em entrevista a BBC News, o presidente do conselho-executivo da Clinatec, Alim-Louis Benabid, afirmou que o produto ainda segue longe de uma caminhada autônoma.

 

Será que o exoesqueleto pode ser suficiente?

Ainda não é possível dizer, pois os 65kg do produto robótico não restaura as funções corporais de forma efetiva. Porém, os idealizadores classificam como significativo este avanço quando comparam com outras abordagens neste campo.

No momento, para o aparelho ter eficiência, é necessária a conexão de Thibault junto a um cabo no teto para minimizar o risco d’ele cair no exoesqueleto.

O menino foi bem-sucedido em 71% das tentativas de tocar objetos específicos usando o exoesqueleto e girar os punhos ao mover o antebraço.

 

Próximas etapas

Buscar o refinamento da tecnologia. Esta é a meta estabelecida pelos cientistas franceses. Por enquanto, ainda há uma certa limitação sobre o volume de dados que pode ser lido do cérebro, enviado ao computador, ser interpretado e enviado ao exoesqueleto em tempo real.

Eles têm 350 milissegundos para o movimento, caso contrário o sistema se torna difícil de ser controlado. Os pesquisadores afirmam que estão utilizando só 32 dos 64 eletrodos presentes nos implantes. Logo, o produto pode ganhar um potencial para a leitura do cérebro de modo mais detalhado usando computadores superpoderosos e inteligência artificial para interpretar a informação oriunda do cérebro.

Os idealizadores trabalham com planos para desenvolver o controle dos dedos que permitam a Thibault pegar e mover objetos. O que não deixa de ser considerado um grande passo para a humanidade, como disse Neil Armstrong ao pisar na lua na primeira vez.

 

Redação por Adriano Dias

28/01/2020 – 11h27

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