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A MENSAGEM DA FILHA DESENCARNADA (Gerson Monteiro – Jornal Correio Espírita)

A perda dos entes queridos é sempre causa de dor mesmo para nós, Espíritas, embora já tenhamos a certeza da continuação da vida após a morte. A propósito, Allan Kardec, na questão 934 de O Livro dos Espíritos, indagando dos Benfeitores Espirituais “se a perda dos entes que nos são caros não constitui para nós legitima causa de dor, tanto mais legítima quanto é irreparável e independente da nossa vontade”, recebeu a seguinte resposta:

“Essa causa de dor atinge assim o rico, como o pobre: representa uma prova ou expiação, e comum é a lei. Tendes, porém, uma consolação em poderdes comunicar-vos com os vossos amigos pelos meios que vos estão ao alcance enquanto não dispondes de outros meios mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos”.

Pois bem, a consolação a qual se refere essa resposta recebi de minha filha Alcíone Mattoso Monteiro, desencarnada com 2 anos e 4 meses de idade, no dia 29 de julho de 1961 (quando eu completava 25 anos de idade), no Hospital dos Servidores do Estado, na Gamboa, Rio de Janeiro, em virtude de um tumor cancerígeno localizado no sistema neurovegetativo.

Esse conforto espiritual de Alcíone me foi dado através da mensagem psicofônica de sua autoria, transmitida pela médium Aracy de Almeida na noite de 15 de dezembro de 1961, em reunião do Centro Espírita Discípulos de Allan Kardec, com sede na Rua Cabuçú, 28 – casa 12 – Lins de Vasconcelos – Rio de Janeiro, cuja íntegra gravada pelo secretário do Centro, o qual a intitulou como “Eu não morri”, é a seguinte:

A MENSAGEM (EU NÃO MORRI)

Meus amigos:

Estou aqui. Desta casa eu recebi tanto auxílio, tanta proteção! Hoje me foi permitido vir falar-vos, vir dizer-vos que a Lei da Reencarnação é uma benção! É ela que faz com que paguemos as nossas dívidas. E foi assim, pela encarnação última que tive na Terra, que acabei de pagar uma dívida muito grande. Parecendo uma maldade, um crime, o meu sofrimento, não o era, meus amigos, mas justo que eu passasse pelo que passei.

O sofrimento, meus amigos, depura a alma. Eu acabei de me depurar com aquele sofrimento bendito, e hoje estou completamente liberta, feliz! Estou já trabalhando nesta verdadeira pátria espiritual. Sim, porque a vinda a Terra é uma oportunidade para se fazer um trabalho, e eu acabei de fazer o meu aí. Agora, tenho outros que me chamam nesta espiritualidade, onde os há que não têm fim.

Amigos, eu deixei o meu corpo por ação de uma enfermidade que abalou a todos, mas meu espírito está liberto. Tinha o meu corpo ainda pequenino, mas na minha alma havia a necessidade de passar por aquele sofrimento, meus amigos. Embora fosse ainda o meu corpo pequeno, o meu espírito era devedor, e eu tinha que resgatar o débito. Mas, enquanto o meu corpo se contorcia, a minha alma já estava desligada da matéria.

Eu tinha que pagar à Lei, e à Lei não se pode ficar devendo. Foi, pois, assim, justo, meu pai, o sofrimento. Eu tive o desejo de te falar hoje, meu querido pai, para dizer-te: já és feliz, porque estás dentro de uma Doutrina que encaminha as criaturas para esta felicidade.

Oh! Meu querido pai! Eu estou feliz! Não chores! (nesse momento ela se dirigiu a minha pessoa presente à reunião mediúnica e, no momento, por ter ficado muito emocionado, comecei a chorar). Estou trabalhando… Eu não morri! Meus amigos, eu era uma alma devedora e quando se deve há que se pagar às dívidas.

Tu foste o meu pai, porque me concebestes na carne; foste o instrumento para que eu viesse a Terra cumprir com o meu dever; e o meu dever tinha que ser cumprido até aquela data. Hoje estou feliz, sim, porque terminei uma encarnação que tinha de ser da maneira que foi.

Trabalha, meu querido pai! Auxilia a humanidade! Eu também estou trabalhando. Sou um espírito revigorado e estou te auxiliando, a ti e à minha querida mãe, para que possais vencer as tarefas na Terra, porque por muito trabalho tereis ainda que passar. Eu, meu pai, já sou feliz e estou trabalhando à cabeceira daqueles que estão com a mesma enfermidade que tive. Estou dando-lhes os meus fluidos de fortificação, amparando-os na resignação e na coragem.

Meus amigos, tive o desejo de dar-vos hoje a minha palavra, porque tenho muito trabalho a realizar nesta verdadeira pátria e terei poucas oportunidades de vir aqui vos falar, pois trabalhos maiores me chamam. Terei muito que trabalhar, para quando, um dia, voltar a Terra, vir num corpo são. As almas que muito devem, muito têm que pagar até o fim.

Amigos, estou feliz, estou satisfeita e desejo que Jesus dê muitas forças ao meu querido pai, porque ele ainda se encontra na Terra, num ambiente de muita tentação e de tantos conflitos materiais.

Que possas carregar a tua cruz, com dinamismo e com o Evangelho no coração, meu pai!

Que possas abraçar outras crianças lembrando-te sempre de mim.

Sua filha Alcíone.

CAUSA DA REPARAÇÃO

Certa noite, ao fazer minha prece antes de dormir, Alcíone aproximou-se de mim e mentalmente passou a discorrer sobre a benção da reencarnação. Após isso, revelou-me a causa da sua enfermidade, denominando-a de “Maternidade Criminosa”, isto é, a pratica de abortos em vidas anteriores. Vale esclarecer que o tumor abrangeu toda a região pélvica onde os filhos são gerados.

Gerson Simões Monteiro

Vice-Presidente da FUNTARSO

Operadora da Rádio Rio de Janeiro

E-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br

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